Transformar
Tudo que te movimenta, te transforma! Escrevi essa frase quando fiz minha terceira tatuagem, uma pequena borboleta nas costas, símbolo da transformação em um momento importante da minha vida. E sinceramente é o que acredito; tudo que nos coloca fora do nosso eixo normal nos modifica, e se soubermos o significado verdadeiro disto para nossas vidas no melhor que podemos aproveitar realmente vamos evoluir com essa experiência.
Eu sempre fui uma pessoa que nunca se “conformou” com o que se apresentava. Explicando melhor, aprendi que a persistência e determinação são fatores condicionais mesmo para o alcance do que quer que almejamos. Particularmente não aprovo a frase “quem espera sempre alcança”; nunca esperei que o que eu almejava chegasse até mim. Talvez uma certa teimosia? Até pode ser, mas quero pensar que o foco (e aqui novamente a persistência e determinação) na busca de realizar alguma coisa que para mim era importante me movia. E mesmo não tendo o total sucesso desejado em alguma ação, o fato de estar em movimento (no sentido de não parar, não esperar) já acaba impulsionando para estar próximo ao que objetivamos, e assim obter o tão desejado sentimento de “cheguei lá”!
A transformação passa por coisas simples e complexas na nossa vida. Para algumas pessoas o simples é visto como algo complexo, e para outras pessoas algo complexo pode ser visto como simples. A percepção de cada um é que faz a diferença na assertividade. Um exemplo de simples para mim é beber mais água ou chá todos os dias. Como faço isso? Coloco sempre um copo de água ou chá na minha mesa de trabalho, e durante o todo o dia bebo para me hidratar, e isso para a saúde é maravilhoso e necessário! Porém, para algumas pessoas isso até pode ser uma transformação complexa; alguns têm tremenda dificuldade e resistência de tomar mais água e simplesmente esquecem deste importante hábito.
Comecei a colecionar xícaras há alguns anos. Ainda sou uma iniciante nesta atividade, mas adoro e me faz muito bem, cada lugar que vou compro uma, às vezes eu ganho de presente, às vezes vou na casa de amigos e acabo levando de brinde uma nova xícara. Então, conectando com a questão da transformação, cada semana tenho uma xícara na minha mesa de trabalho me acompanhando e passando uma mensagem, que me remete não só ao lugar ou a me lembrar de quem eu ganhei, mas a um momento que foi importante, e que com certeza me transformou de alguma forma. Por mais simples que isso pareça para mim tem um significado gigante e profundo a conexão da xícara com a transformação e movimento, ouso até dizer que esse “rapport” (que é uma palavra de origem francesa, rapporter, e significa trazer de volta, criar uma relação, sendo um conceito da psicologia utilizado para designar a técnica de criar uma relação de empatia com outra pessoa para se comunicar com menos resistência) é para mim um tremendo apoio ao trabalho que eu executo dia a dia.
Em meio a uma pandemia que nos transformou e está nos transformando diariamente (apesar de agora estar controlada), atuar na área de RH tem sido para mim uma mudança significativa e contínua. A comunicação foi afetada profundamente, pois, nós, brasileiros temos uma cultura forte de interação e encontros, e tivemos que promover um afastamento social necessário para o bem-estar e a saúde. Tivemos que dar um reset geral na nossa forma de convivência nos mais variados ambientes e também em meio a tudo isso ocorreu um distanciamento das equipes, que precisaram rever sua forma de trabalho para resguardar a saúde. O distanciamento social tão importante e necessário ao momento de vida trouxe ao mesmo tempo um afastamento geral das pessoas, ocasionando sentimentos como solidão, saudades, esvaziamento em alguns momentos da confiabilidade nas equipes, indiferença, entre outros tantos. A tecnologia sem dúvida auxiliou muito nesse processo todo, aproximando virtualmente as pessoas. Mas ao mesmo tempo essa mesma tecnologia não conseguiu suprir a tão maravilhosa interação presencial, o estar junto, o olho no olho, o aperto de mãos, o abraço carinhoso e necessário na dinâmica geral que passam os grupos. Eu certamente não trabalharia com RH se não pensasse assim. Eu não estou RH, eu sou RH com muito orgulho!
Nós humanos somos passíveis de transformação continuamente. Nos transformamos quando ouvimos uma música que nos alegra ou nos toca (e nos transporta para algum momento ou lugar), quando aprendemos algo novo, quando lemos um bom livro, quando recebemos um feedback relevante ou desconcertante, quando terminamos uma tarefa desafiadora, quando revemos alguém e “matamos” as saudades, quando nos tornamos mãe ou pai, quando perdemos uma pessoa querida, quando algo nos alegra, quando algo nos entristece, quando nos decepcionamos com alguém, quando somos elogiados, quando conquistamos algo desejado, quando fracassamos, quando temos êxito, quando conhecemos um lugar novo, quando ganhamos um presente com significado, quando trocamos ideias.
Mas o que nos afeta mesmo e nos movimenta? Certamente é a forma como encaramos tudo isso, e o peso e a relevância dada a cada fato, experiência ou acontecimento e o amadurecimento que isto ocasiona. E sim, tudo que nos movimenta, nos transforma.
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